Este é o web site da ABPF - Associação Brasileira de Preservação
Ferroviária - Regional São
Paulo.
Aqui você encontra uma amostra
do que dispomos em nossos
Museus Ferroviários. Se você gosta de transporte ferroviário,
preservação ferroviária e restauração,
trem, estrada de ferro e
maria-fumaça, encontrará farto material.
Visite-nos, quer na Mooca, no
Memorial do Imigrante, quer em
Paranapiacaba, em Santo André, no
Museu Tecnológico Ferroviário (Funicular), berço
da SPR - São Paulo Railway (a inglesa), depois Estrada de Ferro Santos a
Jundiaí - EFSJ, depois RFFSA e atual CPTM, marco dos transportes e do
desenvolvimento do Brasil. Venha conhecer a era da
locomotiva a vapor. Venha passear na
Maria-Fumaça. Oferecemos também atendimento
especial à escolas, para estudo de meio, bem como para grupos ou excursões
em passeios de turismo.
Painel ABPF
08/02/2010
ABPF e Prefeitura de
Santo André
frente a frente...
Na última quarta-feira,
dia 03 de fevereiro, membros desta Regional, Carlos Alberto Rollo,
diretor adminstrativo, e Anderson A. Conte, sócio colaborador,
estiveram em reunião, na Prefeitura Municipal de Santo André, com
seus representantes, para buscar uma parceria entre ambas e tentar por
fim ao problema da falta de energia elétrica no Museu Ferroviário,
situação que já se estende por um ano, motivo que levou ao seu
fechamento.
Nesta reunião, a
Regional São Paulo delineou aos representantes da Prefeitura
as dificuldades que enfrenta para manter os custos operacionais e de
manutenção do complexo do Museu Ferroviário de Paranapiacaba,
visto ser a ABPF uma entidade não governamental que conta apenas
com o apoio do quadro dos sócios voluntários e cuja receita para o
custeio das atividades de manutenção provém apenas da arrecadação dos
bilhetes oferecidos aos interessados na visitação deste espaço
histórico.
Por fim, os
representantes da Prefeituracomprometeram-se a viabilizar o
apoio necessário a esta entidade, não apenas para regularizar o
fornecimento da energia elétrica, mas também em atividades de
manutenção, a exemplo da capina de mato na área que compreende todo o
pátio externo do Museu. Aliás, atividade esta que antes já era levada a
cabo por esta Prefeitura, através da Sub-Prefeitura de
Paranapiacaba, como forma de apoio, mas que nos últimos tempos não
era mais executada.
Diante deste contato, por
hora cabe-nos agradecer aos representantes da administração municipal
por esta oportunidade, na pessoa do Sr. Panini, que viabilizou
esta reunião. A ABPF continua no aguardo da efetiva realização
desta parceria. Ressaltamos que, enquanto não for definitivamente
solucionado este problema do fornecimento da energia elétrica no Museu
Ferroviário, este permanecerá fechado para a visitação pública.
Por enquanto, esta
entidade está conseguindo manter os passeios de Maria-Fumaça
através de doação de palets de madeira usados, que são quebrados à
mão, para a queima na locomotiva. Se fosse necessária a aquisição de
lenha que não sejam estes palets, esta teria de ser cortada no tamanho
adequado para a queima na locomotiva. Mas para isso, seria preciso que o
fornecimento da energia elétrica estivesse restabelecido para o uso da
serra elétrica.
Por enquanto a
Maria-Fumaça permanece em operação aos finais de semana, para
atender ao público visitante desta histórica Vila Ferroviária do Alto
da Serra.
ABPF Regional São Paulo
Foto Lucas MR
29/01/2010
Museu Fechado
Talvez pouca gente tenha
se dado conta, mas esta Regional da ABPF vinha mantendo aberto à
visitação pública o Museu Ferroviário de Paranapiacaba, em Santo
André, há mais de um ano, sem energia elétrica.
Neste periodo o
Museu esteve aberto de forma precária, visto que, além de não estar
atendendo a contento ao púbico nas suas dependências internas, também
não vinha sendo possivel executar de maneira adequada sua manutenção,
justamente pela falta da energia.
Durante todo este
periodo a ABPF Regional São Paulo manteve contato junto à Prefeitura de
Santo André, através da Sub-Prefeitura de Paranapiacaba, bem como também
com as concessionárias responsáveis pelo fornecimento de energia, no
intuito do seu restabelecimento. Entretanto, até o presente, nada foi
resolvido.
É preciso que fique claro
que a ABPF não é proprietária do Museu. Nem do prédio e nem do
terreno. A ABPF é uma associação sem fins lucrativos que tem a concessão
para administrar e manter aberto o Museu, e para isso está apta a
pagar as contas de luz, por exemplo. Mas a concessionária está
exigindo que, para a religação da energia, seja instalado (comprado)
um "novo" transformador, o que extrapola a condição da concessão e a
nossa capacidade financeira. Não é uma obrigação da ABPF.
Diante desta situação,
entendemos que não é mais viável mantermos o Museu aberto à visitação
pública.
Até que seja restabelecido
o fornecimento de energia elétrica do Museu serão mantidos apenas os
passeios do Trem Histórico Cultural - Maria Fumaça, aos finais de semana,
tendo em vista que este trem percorre um trecho do antigo pátio de
manobras do funicular, ao lado do Museu, e é tracionado por locomotiva à
vapor, que necessita apenas de água e lenha. E o passeio
precisa ser mantido também porque é a única fonte de receita para o
pagamento dos funcionários e sócios colaboradores e também da manutenção
em geral, ainda que prejudicada pela falta de energia elétrica.
Este será o procedimento
desta Regional quanto ao Museu Ferroviário de Paranapiacaba, em
Santo
André, ressaltando-se que esta é uma entidade não governamental que
atualmente conta apenas com o apoio de parcerias e do trabalho dos seus
sócios voluntários, que, no caso específico do Museu Ferroviário de
Paranapiacaba, tem como objetivo manter viva a história da primeira
ferrovia do Estado de São Paulo, a The São Paulo Railway Co. - Estrada
de Ferro Santos à Jundiaí, responsável, no passado, pelo nascimento
da hoje histórica Vila Ferroviária do Alto da Serra, Paranapiacaba.
ABPF Regional São Paulo
Fotos André Galdino, ABPF-SP
21/01/2010
25 de janeiro -
Aniversários em Sampa!
Matéria Ramal de
Jurubatuba, Gazeta de Santo Amaro, anos 60.
No próximo dia 25 de
janeiro a cidade de São Paulo apagará 456 velinhas, comemorando
mais um aniversário. Entretanto, poderíamos afirmar que São Paulo tem
direito a comemorar duas datas de aniversário: a de sua fundação e a do
seu desenvolvimento.
Em 16 de fevereiro de 1867
era inaugurada a primeira ferrovia deste Estado, a The São Paulo
Railway Co. - Estrada de Ferro Santos a Jundiaí. Sem duvida alguma,
o desenvolvimento não só da cidade de São Paulo, mas do Estado como um
todo, está marcado entre o antes e o depois da implantação desta
ferrovia. E toda vez que alguém se lembra ou faz referência às antigas
viagens de trem até Santos, automaticamente traz na memória a
Estrada de Ferro Santos a Jundiaí, pela sua importância
histórica e pelo papel fundamental que teve no alavancar do
progresso no Estado de São Paulo e, como consequência, no Brasil.
Estação Jurubatuba, anos
50.
Entretanto poucos se
lembram da existência de um outro ramal ferroviário, que também
propiciava ligação ferroviária entre a capital paulista e o
litoral sul: o ramal ferroviário de Jurubatuba.
Este ramal de Jurubatuba
foi implantado pela Estrada de Ferro Sorocabana nos anos de 1950,
sendo inaugurado no dia 25 de janeiro de 1957, no mesmo dia em que se
comemora o aniversário de São Paulo, talvez até como um presente
para a cidade, na época. A finalidade deste ramal era a de encurtar a
distância percorrida pelos trens da Sorocabana entre a capital e
o litoral, que antes da sua existência tinham de seguir pela linha
tronco da Sorocabana no sentido do interior até Mairinque para então
ter acesso à linha Mairinque-Santos.
Estação Evangelista de
Souza.
Pelo ramal de
Jurubatuba, além dos cargueiros com destino ao Porto de Santos,
também passavam os trens de passageiros que partiam da Estação Júlio
Prestes, no centro da cidade de São Paulo, com destino ao litoral
sul - Santos (Estação Ana Costa), São Vicente, Itanhaém e Peruíbe.
O ramal de Jurubatuba, a
partir de 1971, passou a ser administrado juntamente com toda a malha da
E. F. Sorocabana, além de outras ferrovias do Estado, pela
Fepasa - Ferrovia Paulista S/A. No final da década de 70, a Fepasa
suprimiu o serviço de passageiros pelo ramal de Jurubatuba, que ficou,
na época, operacional apenas para cargueiros que continuavam a utilizar
esta rota para o porto.
Estação Cidade Dutra, anos
50.
Na década de 1980, a
Fepasa executou a modernização deste ramal, no trecho entre
Presidente Altino, Pinheiros, Santo Amaro e a Estação Jurubatuba,
passando a operar a então
Linha Sul de Trens Metropolitanos, que, nesta época, passaram a
partir da estação de Osasco para o ramal. E não mais da Júlio
Prestes, como era na época da Sorocabana.
A Fepasa foi
liquidada pelo governo na década de noventa. Nesta época foi criada a
CPTM - Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, que passou a
operar este serviço não só no ramal de Jurubatuba, bem como em toda a
Grande São Paulo.
Estação Jurubatuba atual.
Hoje o ramal de Jurubatuba
está operacional no trecho da atual Linha-9 Esmeralda da
CPTM, Osasco a Grajaú, a partir da Estação Ceasa, no inicio deste
ramal. Mas o trecho de apenas vinte e cinco quilômetros, entre Grajaú, Varginha, Colônia e Evangelista de Souza, no
entroncamento do ramal de Jurubatuba com a linha Mairinque-Santos,
está desativado. Uma estratégica ligação ferroviária entre a
capital e o litoral sul jaz em estado de abandono.
Estação Cidade Dutra
atualmente.
Das antigas estações do
ramal de Jurubatuba, hoje só existem duas. A que leva o nome do
próprio ramal, "Jurubatuba", que ao longo dos anos passou por
diversas modificações para ser hoje mais uma das estações
metro-ferroviárias desta linha. E a antiga Estação Cidade Dutra, localizada
nas proximidades do Autódromo de Interlagos, que apesar de
estar degradada pelo decorrer dos anos e pela falta de manutenção, ainda se mantém
nos padrões originais da época da Sorocabana.
Estação Cidade Dutra, anos
60.
A antiga Estação Cidade
Dutra foi desativada no final dos anos 70, quando foram suprimidos os
trens de passageiros no ramal. Entretanto, até meados do ano de 2003,
nela residia o senhor Manoel Rocha (já falecido), funcionário da Sorocabana,
depois Fepasa, que mesmo após ter se aposentado da ferrovia,
continuou morando e cuidando da velha estação. E é por este feito que
ela existe até hoje. Está localizada ao lado da nova Estação
Autódromo da CPTM
Estação Cidade Dutra em
2009.
Muito se fala sobre o
destino da velha Estação Cidade Dutra, um marco histórico do
ramal de Jurubatuba - museu ferroviário, espaço cultural, base de
manutenção da linha... Mas é algo que ainda não foi definido pela
CPTM.
Esta é mais uma pequena
parcela da história desta gigante carinhosamente chamada de Sampa,
dentre tantas outras que juntas formam a história dos 456 anos desta
metrópole. O ramal de Jurubatuba faz aniversário junto com a nossa
querida São Paulo.
Parabéns Sampa!
Saudações Ferroviárias ao Ramal de Jurubatuba!
Texto Anderson Alves
Conte, ABPF-SP
Pesquisa Site Estações Ferroviárias do Brasil
Acervo de Fotos Site Estações Ferroviárias do Brasil
05/01/2010
A nova paisagem
urbana com a ferrovia...
A CPTM,
Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, vem executando, em
vários trechos de sua malha, a substituição de muros por gradis.
A paisagem cinza do concreto dos muros está dando lugar à leveza, à
transparência e ao colorido dos trens e dos canteiros que margeiam as
vias férreas. A mudança aproxima a ferrovia das pessoas, reduzindo a
segregação urbana, além de tornar mais seguros os acessos e as áreas em
torno delas.
Este é o caso do trecho
junto às ruas Palmorino Mônaco e Domingos Paiva, entre o
viaduto Alcântara Machado e a Estação Brás, atrás do
prédio da antiga fábrica da Alpargatas, hoje ocupado pela
Faculdade Anhembi-Morumbi, local em que a ABPF-SP opera o
Trem Cultural dos Imigrantes, junto ao Memorial do Imigrante,
onde a Maria-Fumaça percorre o desvio da estação da antiga
Hospedaria dos Imigrantes, na Mooca. Neste local também fica
a sede desta Regional, na antiga casa de engenheiro ferroviário. Aqui
também está o pátio onde no passado havia uma pequena vila, alojamento
de operários envolvidos na manutenção ferroviária, hoje pátio de
recuperação e estacionamento de diversos exemplares de trens antigos
oriundos de diversas épocas e ferrovias paulistas, na bitola de 1,60m.
Este local só era visível
para aqueles que passavam à bordo dos trens metropolitanos que atendem à
região do ABC ou dos transeuntes sobre o viaduto, na Radial. As pessoas
que circulam de carro ou mesmo à pé, do outro lado dos trilhos, não
faziam idéia de que estavam tão próximos de um museu ferroviário à céu
aberto, contendo, guardados ou aguardando pelos trabalhos de
recuperação, diversos exemplares de carros de passageiros, vagões e
locomotivas. Trens resgatados de vários pátios e diversas localidades,
ao longo da malha ferroviária, na grande maioria dos casos, em estado de
abandono.
Parabenizamos a CPTM
por esta iniciativa. Em qualquer lugar do mundo a ferrovia segue em
vanguarda, sendo uma das alavancas do progresso. Portanto, deve
estar inserida no cotidiano das pessoas, e não segregada delas.
Lembramos que o acesso ao
Trem Cultural dos Imigrantes - Maria-Fumaça, bem como a sede da Regional
São Paulo, dá-se pelo Memorial do Imigrante, localizado à rua Visconde
de Parnaíba, 1316, a 600 metros da Estação Bresser-Mooca do Metrô, com
operação aos sábados, domingos e feriados, desde que estes não caiam na
segunda-feira, dentro do horário de visitação do Museu, das 10 às 17h.
Para os que vierem a pé do Brás, pela Rua Domingos Paiva, a opção é
atravessar a passarela de pedestres sobre a ferrovia, na rua Visconde de
Parnaíba.
Aqui está o link da
matéria sobre este projeto dos gradis no site da CPTM.
Saudações Ferroviárias!
Anderson Alves Conte,
ABPF-SP
Fotos Fernando Rebelo, ABPF-SP
Todas as notícias que
foram veiculadas aqui no Painel podem ser revistas no link
Notícias/Histório e Afins
Os passeios de
Maria-Fumaça no Memorial do Imigrante acontecem todos os
sábados, domingos e feriados. Você não tem mais
desculpa para não vir. Esperamos você e a sua família!
Maria-Fumaça no YouTube
Veja abaixo videos no
YouTube que visitantes postaram. Uma forma de ajudar na divulgação dos
trens da ABPF Regional São Paulo e do trabalho realizado pela
entidade:,
Paranapiacaba é repleta
de cultura - TV Globo - SPTV
Veja
aqui a matéria de 16 de maio de 2009 sobre os encantos da Vila,
inclusive o nosso Museu Tecnológico Ferroviário, administrado
pela ABPF Regional São Paulo.
Trem
da História - TV Globo
Veja
aqui
a bonita matéria sobre o trabalho da ABPF junto
ao Memorial do Imigrante, "Trem da História", apresentada
no Programa Ação da Rede Globo.
De Santos à Jundiaí -
Nos trilhos do café com a São Paulo Railway
A Estrada de Ferro
Santos à Jundiaí foi uma das mais grandiosas obras já realizadas no
Brasil, não só no aspecto tecnológico, do qual se tornou referência para
todo o planeta, mas nas inúmeras benfeitorias deixadas pelos ingleses.
As transformações econômicas, sociais e culturais ficaram marcadas para
sempre por onde passaram os trilhos e as máquinas da companhia inglesa
São Paulo Railway.
240 páginas, capa dura,
português e inglês.
SPR - Memórias de uma Inglesa
Uma das obras mais
completas a respeito da São Paulo Railway, 360 páginas, mais de 700
imagens.
para assistir (requer Wndows Media Player 9, 1mb).
Todos os textos, ilustrações e
fotografias são de autoria e/ou titularidade da
ABPF Regional São Paulo, exceto
quando assinados.
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